sábado, 18 de junho de 2011

Diário de uma imortal – Capítulo 22

O fim perfeito para a encarnação do mal
“Diário, havia me esquecido de você em minhas gavetas. Não foi por querer, mas sim pelos acontecimentos. Agora me explique: como poderei seguir sem meu marido? Algum dia eu conseguirei vingar  sua morte? A noite mais solitária que tive foi esta. O tempo se arrasta. Não quero expressar tudo o que sinto em palavras, pois precisaria de mais dois cadernos como este. Isso não será algo de que eu precisarei me lembrar. Afinal, estará sempre remoendo minhas memórias. Um novo membro surgirá na família daqui algumas horas. Só se Elizza resolver seguir sua própria vida, longe de nós. Acho que se vampiros pudessem entrar em depressão, eu estaria em uma profunda. Fora a solitária que eu me encontraria trancafiada, pela histeria. Se notícias boas surgirem, volto a escrever . Não estou desistindo de você diário, somente esperando acontecimentos que realmente mereçam serem escritos aqui. E não minhas mágoas ou angústias.”
Larguei a caneta do lado do meu travesseiro. Eu podia sentir o buraco gritar novamente dentro de mim. Sabia que teria que superar, mais seria um processo doloroso e longo.
Muito longo.
-E então? -a voz de sinos de Alice flutuou no meu quarto.  -Rosalie! Venha!
-Venha até aonde garota? -perguntei confusa. O que Alice queria afinal? Sair para comprar a última coleção da Gucci? Ela não se deu conta do que estou passando?
-Ora, Rose! -ela interrompeu meus pensamentos.  -Ver Elizza acordar! Faltam dois minutos!
-Ah. Ok. Eu vou! -eu não estava tão animada. Tudo bem que ganhar uma irmã seria legal. Mas o fato de me levantar da cama não era. Não mesmo.
-Rose, ande logo! -agora Edward me apressava. Ouvir sua voz me fez lembrar de um fator.
Renesmee.
-Já a tiramos de casa. E todos os lobos também. –Edward respondeu meu pensamento. -O sangue deles faria Elizza enlouquecer. Eles logo voltarão para casa, mais a noite. Elizza irá caçar pela tarde. E terá que se acostumar quanto a seu controle. Ajudaremos a garota.
-Agora levante seu traseiro daí! –Alice novamente me perturbou.
Revirei meus olhos e voei até a porta. Eu e meus irmãos corremos até o quarto de Fred, onde a recém criada estava. Um amontoado de vampiros estava em sua volta.
A respiração dela falhou junto com uma batida frenética do coração. Seu corpo se arqueou para cima, como se um espírito estivesse sendo expulso dela. Um grito agudo, muito fino a ponto de poder quebrar todos os vidros da casa, saiu de sua boca. Senti sua dor.
Então o corpo imóvel estava na cama. Sem vida. Como uma estátua. Sem batimentos cardíacos ou respiração.
-Carlisle! –Fred preocupou-se.  -Ela… Ela… O que aconteceu?! Carlisle! Por que Elizza não fala nada?  -Fred falava tudo muito rápido. Ele estava frenético por mais informações. Desesperado. Seu rosto pálido e os cabelos ondulados e louros pareciam combinar perfeitamente com os dela agora.
Eles pareciam feitos um para o outro.
-Calma. -isso foi tudo que Carlisle disse.
Os olhos dela se abriram. Com um movimento calculado e rápido, Elizza se sentou, com o rosto confuso. Renesmee teria que se acostumar com os novos reflexos da amiga.
-Elizza? -Fred tentou soar o mais calmo possível. Ela o fitou, com os grandes olhos vermelhos. Ela pareceu ainda mais confusa quando notou o estranho tom dos olhos de Fred. Era de um vinho que tomava uma estranha aparência dourada ou amarela. Ele havia caçado animais desde que se alimentou de um pouco do sangue dela.
A garota passou seu olhar em cada um de nossos rostos. A confusão era quase palpável. Fred deu um passo para frente e em resposta, ela se espreitou na parede com um pulo da cama. Agachada e rosnando. Um olhar de pânico atravessou seus olhos.
-Que porcaria é essa? -a voz perfeita dela ecoou pela primeira vez. Elizza olhou ao redor, não acreditando que era dela aquela voz.
-Nós iremos te explicar tudo querida. Agora se acalme. Você se lembra de nós, não é? -Carlisle perguntou, e parecia muito mais calmo que o habitual.
-Sim. -ela disse novamente incrédula com tudo ao seu redor. -Lembro de tudo da minha vida, porém é como um filme em preto e branco. O que é isso?! E… Fred! Seus… Seus olhos estão… Vermelhos!  -Elizza disse assustada, sem nem sequer saber que os dela também estão. E em um tom muito mais chamativo que os de Fred.
-Sim querida, eu sei.  Não sabe o quanto é bom te ver novamente! -Fred sorriu pela primeira vez.
Elizza soltou um gemido de dor e levou suas mãos à garganta.
-O que é isso? Como dói! Está ardendo! Faça… parar! Por favor!  -disse ela sufocada com tamanha a força que pressionava em sua garganta.
-Nós sabemos minha querida. –meu pai tranqüilizou-a – Faremos isso parar. Agora preciso que se sente, e acalma-se. -Carlisle jogou um olhar de canto de olho para Jasper. Meu irmão balançou a cabeça em concordância. Vi Elizza suavizar suas expressões, realmente calma.
Seus olhos se arregalaram.
-C-como isso aconteceu? Por que eu estou aqui? O que vocês são e o que eu virei?  -vi que ela estava mais desesperada do que Fred parecia antes.
-Bem… -Carlisle prendeu a respiração e falou de uma só vez. -Somos vampiros Elizza. E é isso que você virou. Minha família caça apenas animais, mas Fred chegou faz pouco tempo, e não tinha esse costume. Um acontecimento ruim ocorreu quando ele resolveu sair para esfriar a cabeça. E então ele entrou na sua casa. Movidos por impulso, vocês acabaram praticamente dormindo juntos. Mas Fred não conseguiu se controlar. Ele te mordeu e você foi transformada em uma de nós.
Ela estava boquiaberta.
-E Renesmee? O que ela é? E Jacob? Ele é diferente de nós? Por que nunca falam nada para os humanos? E que poder esse Jasper tem? E onde está Emmett? E Nessie? Queria vê-la.
Suas perguntas confundiam minha cabeça. Principalmente quando ela falou o nome de Emmett.
-Iremos responder tudo, Elizza. –Carlisle sorriu. -Só que primeiro quero que saiba: sua garganta arde porque você tem sede. Iremos caçar com você. Poderá ser difícil não se alimentar de humanos. Mas se você quiser viver conosco, terá que se acostumar. Assim como Fred tenta fazer. Fique a sós com ele. Fred te explicará tudo. Responda-me depois, se irá querer viver conosco. E desculpe caso não tenha gostado de nada disso, e pela dor que passou. Fred não tinha a intenção.
Carlisle foi muito calmo e carismático ao falar com ela. Edward apontou a porta para nós, mas Jasper se colocou atrás dela após ser fechada, quando todos nós saímos. Ele estava disposto a continuar deixando seu poder sobre Elizza. Esme também achava assim melhor. Caso alguma coisa se descontrolasse por lá.
Desci as escadas atrás de Alice. Ela colocou sua mão sobre as minhas ao me notar, e sorriu.
-O que você quer? -perguntei desconfiada. Começamos a rir quando ela fez cara de anjo.
-Que horror, Rosalie! –ela fingiu indignação. -Eu nem posso sorrir para você, e já acha que estou interessada?  -seus olhos brilharam. Alice não me engana. Ela queria algo. Cerrei meus olhos para ela e fiz bico.
-Alice… -minha voz saiu novamente desconfiada. -Fale agora ou se cale para sempre.  -ela sorriu de minha intimidação e parecia tomar coragem para falar.
-Er… Vamos no s-shop… -eu nem esperei ela acabar a frase.
-Alice.  -minha voz soava muito séria agora. - Não vê que não tenho vontade de me mexer? Quanto mais perambular com você pelas lojas caras!
-Desculpe.  -ela abaixou o rosto, envergonhada. A ponta de seu pé direito esfregava o chão de um lado para o outro.
-Ah, por favor! Desculpe-me você! -soltei as palavras, arrependida por eu parecer raivosa. Andava muito ranzinza com minha família. Que mesmo passando pela mesma dor que eu, a escondia, tentando me animar.
-Rose! Calma, tudo bem! Eu devia ter mais consciência disso. Venha cá, maninha! -ela puxou meu corpo contra os seus pequenos braços.  -Eu te amo!
Sentir os braços de minha irmã me ajudando, fez-me sentir melhor. Meu lugar realmente era aqui. Tremores começaram a sair de minhas mãos e minha garganta se apertou.
-Eu também te amo, sua baixinha.  -minha voz saiu entrecortada com soluços. Eu andava sentimental demais. Chorona demais.
Um vento frio, de arrastar qualquer humano abaixo do peso pelo ar, entrou pela janela aberta da sala principal enquanto minha família terminava de descer as escadas. Esme e Carlisle foram para a cozinha, enquanto o resto de meus irmãos sentou-se nos sofás e viam TV despreocupadamente. Novamente o vento frio soprou na sala.
Bella caminhou até a janela, e com um empurrão a fechou num estrondo. A trinca de metal se despregou do vidro de blindex e caiu no chão.
Arranhando o porcelanato de Esme.
-Oh-oh. -Bella arregalou os olhos. Ela não era mais a humana fraca e lenta que eu conhecia. Mas não deixava de ser desajeitada com sua imensa força. Soltei uma gargalhada com Alice.
-Que beleza hein? –Ed zombou da cara dela. -Deixe Esme ver isso! -Edward levantou-se do sofá para analisar a situação do porcelanato. Bella o fuzilou com o olhar. Ele sorriu, piscando o olho para ela.
-O que aconteceu desta vez?  -Esme indagou, e marchava na direção da sala com seus passos se tornando audíveis. Bella parou de se desmanchar por Edward, e quando pegava a trinca no chão, Esme apareceu ao lado da lareira na sala. Bella disfarçou colocando o pé esquerdo por cima da trinca e do arranhão, como se nada tivesse acontecido. E como se ela só tivesse se agachado para observar graciosas formigas.
Minha mãe cerrou os olhos e pediu para Bella mover seu pé esquerdo dali, já que ela escondia o estrago embaixo dele, e obviamente Esme havia notado isso. Bella negou com a cabeça e sorriu desconfortavelmente, como se tudo estivesse normal.
-Bella… -Esme ameaçou puxar sua perna esquerda para o lado se sua filha não mostrasse a bagunça. Bella desistiu quando viu que seria impossível enganar Esme. A boca de minha mãe se abriu em um “O” perfeito quando ela viu o riscado no seu porcelanato.
-Desculpe! -Bella disse imitando o jeito fofo de Alice. Com um pigarro, Fred nos avisou que estava vendo a cena com Elizza ao seu lado, ambos descendo as escadas.
Fitei os dois de mãos dadas e sorridentes. Esme se distraiu do arranhão no chão, e Bella foi salva por Fred de uma boa bronca.
-Tudo certo por aí? –Edward hesitou em falar.
-Sim. –Fred estava radiante. –Já expliquei tudo o que Lizza perguntou, e logo falarei mais sobre nosso mundo. Ah! Elizza se resolveu
Teríamos ou não uma nova irmã? Se ela resolvesse ficar, Fred ficaria. Se ela resolve partir, Fred partiria. E abriria mão de sua nova vida por ela. Eu tinha certeza disso.
Alice deu um gritinho histérico e abraçou Esme, que segurava a trinca da janela nas mãos.
-Os Cullen estão aumentando cada vez mais!  -Alice cantarolou empolgada e deu um beijinho em Jasper quando ele foi para o seu lado.
-Vocês irão ficar? –Carlisle estava na sala sem eu nem ter percebido.
-Sim. –eles responderam juntos. –Podemos? Acho que não temos espaço para mais uma. –Fred completou constrangido.
-É claro que temos! –Esme pulou para os braços de Carlisle. –Já que você e Elizza estão juntos, Fred ganhará uma cama de casal. Pronto. Problema dos quartos resolvido! Ninguém terá que dormir na sala só porque o bando de Jake está no quarto de hóspedes! Oh queridos! Amo tanto vocês! Vocês não sabem como estão alegrando essa casa!
Demos um abraço coletivo no mais novo casal dos Cullen. Carlisle explicou para Elizza que Nessie e os lobos logo viriam. Após ela caçar.
-Bem. –Carlisle continuou a conversar conosco. -Depois que o pessoal que está no segundo ano, formarem-se no terceiro, nós todos poderemos mudar de cidade. Falta menos de um ano e meio. Até lá Fred e Elizza podem ser controlados o suficiente para poderem ir à escola também! Então, da próxima vez que nos mudarmos, vocês estudarão com o resto da família.  –Carlisle disse animado.
-Isso é bom! –Elizza sorriu. -Mas como eu farei com minha avó e esse ano letivo? –Elizza parecia estar bem quanto a tudo. Bem que falaram que ela passava por problemas. Já que estava aceitando a nova vida como um copo de água.
Assim como Emmett aceitou.
-Bem querida, não irá mais à escola nesse e no próximo ano letivo. –meu pai respondeu. –E como te falei, quando nos mudarmos, aí sim vocês dois podem voltar a estudar. Podemos falar para sua avó que você foi aceita prematuramente em alguma universidade com nossa ajuda. E que se mudará com Rosalie para lá. Rose está formando este ano, e também irá falar que fará faculdade e mudará de cidade, então…
-Minha avó acreditaria? –ela estava preocupada. A desculpa seria boa. Ano que vem eu não estaria na escola, e ficaria bem longe dos humanos da cidade. Já que era para eu estar na universidade, eles não poderiam topar comigo por aí. Somente quando eu fosse visitar minha família. Falar que Elizza foi comigo era uma boa desculpa.
Acho ridículo tudo isso de falar que mudei de cidade, porque eu estaria em casa o tempo todo. Mas é necessário. E Elizza poderia ir para a faculdade como “superdotada” comigo. Por isso ela sairia da escola. O plano é perfeito. Sua avó acreditaria facilmente. E quanto a convencer nossa escola sobre a aceitação de Elizza em alguma faculdade, nada como forjar provas e exames.
Tudo muito simples.
-Acreditará querida. –Carlisle sorriu. -Deixe-nos resolver isso. Se quiser, podemos pagar uma enfermeira para cuidar dela, já que ficará sem ninguém.
-Eu gostaria, mas… –Lizza hesitou.
-Então é isso. –Esme interrompeu-a. – Você é uma Cullen agora. Os gastos com sua avó não serão problemas.
Elizza assentiu agradecida. Carlisle, Edward, Fred e ela caçarão daqui algumas horas, quando estivesse entardecendo e os animais estivessem procurando suas tocas.
O resto do dia passou rapidamente. Pelo menos para mim, que fiquei vendo filmes ridículos o dia todo. Meus irmãos e pai já partiram para Tacoma para caçar.
Resolvi colocar um CD de rock no meu rádio – eu era bem eclética para músicas, e gostava da clássica, ou erudita, ao rock mais… Barulhento. Cantei baixinho até a excursão de caça chegar pela noite.
Renesmee e os lobos acabaram de chegar também, e escutei as boas vindas no andar de baixo. Elizza foi recomendada á prender a respiração quando estava perto do sangue de Nessie ou dos metamorfos. Acho que ela se acostumaria fácil em ter autocontrole.
Enquanto eu cantava uma de minhas músicas preferidas e altamente gritantes, um flash me veio na cabeça quando prestei atenção na letra da canção.
E se eu quisesse lutar?
Implorar pelo resto da minha vida
O que você faria?
Você disse que queria mais
O que você está esperando?
Não estou correndo de você!
Venha me destruir!
Me enterre, me enterre!
Nesse momento pensei em Michael. Meus olhos ficaram avermelhados nas bordas imediatamente. A letra da música se encaixava perfeitamente na minha situação.
Eu realmente pensava em acabar com Michael. Ele sumiu, mas disse que se vingaria de todos. Ele queria mais. Então por que está esperando? Por que não vem nos destruir!?
Por que!?
Qual é o plano dele agora!? Ou Michael resolveu parar por aí sua vingança!?
Muitas dúvidas para um único assunto.
Desliguei meu rádio e sentei nas grades da varanda, assim como ontem pela noite. Inalei o ar, como sempre andava fazendo quando ficava nesse quarto, e senti o cheiro.
O conhecido cheiro doce e provocante de Emmett.
Que saudades tinha dele.
Mas como seu perfume parecia tão intenso agora? Achei que com o tempo, seu cheiro fosse sumindo dessa casa. Estranho. Talvez seja porque eu mexi nas roupas dele hoje, espalhando o delicioso perfume pelo quarto.
Não.
Tinha alguma coisa muito errada.
O perfume parecia tão… Tão… Real. Tão recente. Uma estranha esperança rugiu de dentro de mim.
Idiota.”, pensei. Isso é impossível. Estou delirando!
-ROSALIE! ROSALIE!!!
A voz histérica de Alice invadiu meus ouvidos num átimo. Seus gritos por meu nome eram quase súplicas desesperadas. O que estava acontecendo?
Saí de meu quarto e desci as escadas correndo. Ninguém estava na sala, nem dentro da casa. Nem mesmo Fred ou Elizza.  E a noite fria já tomava conta do céu.
Não escutei a movimentação de ninguém dos Cullen ou mesmo os lobos. Com certeza pelo rádio em volume alto.
Inalei o ar da casa e os rastros deles me levavam para fora. No quintal aberto. O que todos dessa casa estariam fazendo lá?
Com uma corrida rápida cheguei até o quintal enorme de nossa casa. Minha família inteira parada em um semicírculo, de costas para mim. E de frente para algo que eu não via, porque eles me tapavam. Quem quer que esteja lá, queria atacar? A posição de defesa de meus irmãos demonstrava isso.
Enfiei-me por entre eles, encaixando-me na extremidade esquerda do semicírculo.
Fitei a minha frente tentando identificar o perigo enquanto um vento forte bateu no meu nariz.
Isso respondeu todas as minhas dúvidas.
Meu coração parecia que iria voltar a bater com o choque que levei. Impossível.
O cheiro que eu tanto queria estava aqui. A pessoa que eu tanto queria estava aqui. Impossível.
A forma que estava ajoelhada e contorcida no chão, completamente cheia de repulsa, era reconhecível para mim em qualquer lugar.
Emmett. Meu Emmett.
-QUE DIABOS É ISSO!? –eu gritei o mais alto que pude, tomada pela fúria. Fitei a forma atrás de MEU marido.
Michael Stone.
É hoje, que de alguma maneira, ele me pagaria por ter feito Rosalie Hale de idiota.
O estúpido animal atrás de Emm soltou uma gargalhada irônica. Eu odiava isso. Odiava ironia. As palmas de minhas mãos coçavam para esbofetear o rosto de Michael. Minha garganta pedia por morte. Minha visão ficou totalmente vermelha,  e eu estava praticamente cega com tanto vermelho que enxergava.
Ansiava profundamente pela morte dele. Virei instantaneamente uma caçadora, e Michael era minha presa. Agachei-me sem pensar, enquanto ele fitou os olhos de Emmett e o fez sentir mais repulsa. Já chega.
Rosnei ferozmente, sentindo o cheiro do estúpido Michael em minha língua. Seria um enorme prazer arrancar a cabeça dele. Colocar meus antigos planos contra ele em prática.
-Venha! Não quer me matar? Eu sei que quer!  -ele provocou.
Não precisou pedir duas vezes. Não liguei para as conseqüências que isso traria, e ignorei as restrições que minha família tentou me impor. Ele mataria Emmett de verdade se ninguém fizesse nada.
Com um salto peguei impulso para outro muito maior, e minhas unhas arranharam o pescoço dele. Eu estava na sua frente. Renesmee gritou meu nome enquanto Michael tentou me atingir com um golpe das costelas. Desviei de suas mãos a tempo de lhe socar o estômago. Escutei o ar saindo dos seus pulmões. E então ele avançou para cima de mim e sorriu. Ele me fez ficar ajoelhada de frente para ele, e suas nojentas mãos acariciaram meu cabelo. Michael sorriu de novo.
Era parecido com o sorriso maléfico de Jane.
Droga.
Uma ânsia repulsiva e muito forte inundou todo meu corpo. Meu olfato se bagunçou e as imagens se misturavam em minha visão. Meu corpo queria se desgrudar dele mesmo. Eu era repelida de mim mesma, e sentia repulsa de meu próprio corpo. Por incrível que pareça, a sensação que ele me fez sentir não foi muito pior que a de Jane e seu dom. Meu estômago se enjoava mesmo sem nada estar nele enquanto gemidos sufocados saíam de mim.
-Seu cão! Pare com isso!  -a voz mais linda do universo soou nos meus ouvidos confusos. Emmett parecia se esforçar para falar. Eu mal conseguia abrir a boca.
Michael puxou meus cabelos e se aproximou ainda mais de meu corpo ajoelhado na sua frente. A repulsa diminuiu a ponto de eu conseguir enxergar tudo no lugar. Mas ainda sim queria vomitar. Ele puxou meu rosto para cima, para fitar meus olhos.
-Então Rosalie… Surpresa!  -ele sorriu de novo.  –Eu disse que voltaria. Para me vingar de cada um. E ninguém irá me parar, afinal, quem tem poderes o suficiente para isso!?
Que ódio. Que ódio. Que ódio!
-Devia ficar se perguntando porque escolhi Emmett primeiro. Sabe porque.. Você foi a vampira mais mal educada que conheci. E sabia que cairia no meu jogo de vingança. Sabia que me perseguuiria para vingar Emmett. E quando eu era humano, e não sabia de nada, você quase me matou. Ninguém faz isso comigo e sai impune! Se eu soubesse o que você era na época, teria sido mais justo! Nunca teria me metido com vocês. Porém não sabia. É injusto eu ter irritado seres que não eram da minha espécie, mas que eu não sabia o que eram! E ainda por cima, escondiam tudo de mim e sabiam tudo de mim. Até meus pensamentos! Nota como foi desleal?
-Ninguém nunca lhe falaria nada! –eu gralhei para ele. -Muito menos eu! Não contamos isso para ninguém! E se você resolveu encrencar justo conosco, não é nossa culpa! Sendo nós vampiros ou não!  -minha voz exalava ódio de todos os lugares.
-Não interessa! –ele esbravejou enquanto observava minha família sem poder fazer nada logo atrás de mim. -O simples fato de ter tentado me matar, sendo que eu mal sabia o que você era, é motivo o suficiente para vingança! E depois vem Renesmee! Negando-me para ficar com um cão vira-lata!
-Renesmee não é obrigada a ficar com você! –Bella gritou raivosa. -Rosalie também não era! Ninguém é! E Rose só tentou te matar, porque você a provocou, e mexeu com minha filha! E querer se vingar por não lhe contarmos que somos vampiros, é a coisa mais sem noção que fará! Nunca poderíamos contar para nenhum humano sobre isso! Nenhum! Entende o que significa NENHUM?

-Cale a boca! Sua vadia!  -o olhar de Michael para Bella era possesso. Esse garoto com certeza é um vampiro louco. Os problemas emocionais dele são grandes demais. Michael tem sérios transtornos. E com certeza carrega isso desde humano.

-Eu sei o que faço!  -ele continuou. –E vou matar todos vocês! Os Cullen foram injustos comigo, então serei com eles! E Rosalie, quer saber como enganei todos quanto a morte de Emmett? É simples! Estúpidos! Simplesmente joguei as roupas que tinham o cheiro dele na fogueira, e o fiz rodear por perto dela, aumentando ainda mais seu cheiro! Queimei as roupas que ele carregava na mochila também! Tostei tudo junto com o corpo de um vampiro nômade que matei. Como repeli vocês de usarem seus poderes sobre Emmett também, além de mim, nunca o achariam. E vocês o deram por morto! Estúpidos! Eu queria fazer uma surpresinha, e acabar com ele de verdade agora! Na frente de vocês! No momento ainda não podem usar seus dons sobre Emmett, mas eles não são repelidos totalmente dele. Afinal, vocês podem sentir seu cheiro. Fora isso, não conseguem mais nada do querido irmão de vocês.

-Encoste um dedo no meu marido e se arrependerá de ter nascido!  -eu rosnei. Iria despedaçá-lo com minhas mãos! A ira que se apoderou de mim poderia bombardear todo o planeta, e ainda restaria muito dela.

-Não o deixe chegar perto de Carlisle! –Emm implorou falando baixinho. -Michael fará dele sua próxima vitima!
O meu pai?! Michael ultrapassou todos os limites agora.

-Fred… –Michael disse ao ignorar o que Emmett falou. -Nota que agora, você não tem poder nem sobre sua família? Eu consigo repelir os dons deles também! Consigo repelir você de colocar seus dons em favor de sua família! Por minha culpa, você é repelido de proteger sua família!  -Michael riu ao falar isso.  -Não poderá protegê-los de mim. E então, quem conseguirá me impedir de fazer… Isso?

Quando ele hesitou, saiu de perto de mim, ainda me mantendo ajoelhada, e caminhou até Emmett, pegando o braço de Emm e o quebrando. Escutei o barulho do osso estalando e meu marido gritou de dor e raiva. O que mais esse animal faria agora? Arrancaria o braço de Emmett para fora?
Queria acabar com Michael, mas como?! Quem passaria por ele e seu maldito e grandioso dom?

Elizza fitava tudo desesperada, e acabou deixando um rosnado de frustração sair. Michael parou o olhar nela e ficou furioso.

-Então! –ele gralhou com um ódio palpável. -Vocês contam tudo para ela, a transformam, e dizem que não foram injustos comigo? Essa garota estudava junto de nós também! E agora é uma de vocês! Por que sempre me odiaram e se vingaram de mim sem motivo?

Esse garoto está confundindo tudo. Como assim nos vingamos dele? Ele acha que só porque Elizza foi transformada era uma provocação direta com sua pessoa? Deus! Michael achava que ao invés dela, tínhamos que ter transformado ele? Ele queria fazer parte dos Cullen na verdade?

-Elizza foi um acidente que aconteceu com Fred! –Carlisle explicou. -Tem que entender! Ela só ficou sabendo o que era depois de transformada! Nunca falamos nada à ela.

Não resolveu de nada. Tomado pela fúria, Michael avançou na direção de Carlisle, pulando em seus ombros e o prendendo no chão. Seus lábios cravaram no ombro de meu pai e com a mão Michael esmagou as costelas dele. Não podíamos fazer nada porque a maldita repulsa borbulhava em nossas mentes. Um grito desesperado ecoou no ar. Michael é um recém criado! A força dele não se compara á nossa!
Ele vai matar Carlisle!
Edward e Jasper saltaram na direção de Michael, lutando contra a horrível sensação que nos deixava inertes. Eles foram impedidos com mais uma dose de repulsa que os fez deitar no chão pelas náuseas. Eu fitei Emmett que ainda se contorcia no chão, esperando que a sensação parasse. Não podíamos fazer nada enquanto Michael matava Carlisle! Matava meu pai! Tinha que haver um jeito!
Michael pulou sobre Edward enquanto Carlisle tentava se levantar, e agarrou o pescoço de Fred simultaneamente. O bando de Jacob, ainda na forma humana, fitavam os movimentos de Michael atônitos e em pânico.
-Obrigado pelo dom, otário! –Michael murmurou para Fred. -Você pode morrer, mas eu ainda o terei!  -ele apertou o pescoço de Fred que tentava de todas as maneiras sair. Por sorte conseguiu, e quando tentou colocar seu dom sobre Michael, sem nenhum êxito, o que era de se esperar, se arrependeu.
-Você irá experimentar verdadeiramente seu dom! –Michael grunhiu para meu irmão. -Nunca o jogará contra mim! Ele é meu! –Michael fez Fred gritar de todas as formas possíveis enquanto este se deitava no chão e contorcia-se. Fred parecia estar tentando se separar do próprio corpo, e sons de ânsia saíam dele sem que pudéssemos fazer absolutamente nada.
Nunca ganharíamos isso. Michael partiu para cima de Fred, que estava incapacitado, e o atirou por alguns metros no quintal, parando somente quando Michael golpeou as costas dele num estrondo.
Elizza rosnou, e num acesso repentino de uma raiva completamente desconhecida e possessa, pude ver seus olhos relampejarem uma luz negra macabra. Os olhos vermelhos dela refletiam todo o ódio, e brilhavam sedentos. Ela parecia ter sido dominada por uma entidade maléfica.
O que era isso? O rosto de Lizza parecia selvagem demais. Perigoso demais. Seus lábios se abriram e curvaram-se por cima dos dentes.
-Eu posso te parar. –ela sussurrou com a voz distante. -Eu sinto isso. E acho que você mesmo sente, pelos seus outros dons.
Do que ela estava falando? Que porcaria toda era essa? Ela tinha um dom? Que poder ela acabou de descobrir em si mesmo?
Michael largou a concentração que aplicava em Fred e a fitou boquiaberto.
-C-como v-você…? Que dom é esse? –Michael gaguejou. –Por que eu… Por que eu não consigo… Não consigo
Seus olhos arregalaram-se. Medo. Ele tinha medo. Então Elizza iria parar ele?! Como? Com que dom, meu Deus?
-Por que não consegue clonar meu dom? –Elizza indagou para Michael. -Isso que quer saber? Acho que eu impeço que o dom dos outros ataquem outras pessoas. Assim como quando eu era humana, impedia que coisas ruins se instalassem em mim. Assim como quando eu impedia de ficar mal por coisas de fora da minha vida.
-Você é um escudo?  -Bella perguntou confusa. Todos estavam confusos. Como Elizza podia sentir e conhecer tanto assim seu próprio dom?
-Não! –Michael respondeu por Elizza, falando com Bella.  –E-ela, e-ela… Não possui falha como todos os escudos, assim como o seu, que consigo passar. Ela… Realmente não deixa que os poderes de uma pessoa, tenham efeito em outras. Se parece com o dom de Fred, é como se ela deixasse os poderes dos outros invisíveis. Como se bloqueasse eles. Porém sem ter falhas. Como essa vadia conseguiu isso?!
Elizza sorriu e Michael arregalou ainda mais os olhos. Ele estava recuando lentamente. Como a presa de um leão recua ao vê-lo. Ele a temia. Ele não conseguia passar pelo dom dela. Ele estava à mercê. Ninguém mais de minha família ou do bando de Jake parecia estar sob a repulsa de Michael. Ele estava bloqueado por Elizza. Os dons dele, ou que ele roubou, não eram páreos para o dela. Toda minha família compreendeu isso ao ver a reação dele. Edward parecia contente, como se conseguisse ler a mente de Michael novamente.
Vi somente o vulto de Michael disparando como um raio pela floresta. O vulto pulou a espécie de cerca que dividia nosso quintal com o bosque. Ele estava fugindo.
O demônio não iria fugir.
-Elizza, seu dom já está sob ele, não é? –despejei as palavras rapidamente. Ela concordou com a cabeça. –Não tire seu dom dele. Mantenha assim. –ela novamente concordou.
-Eu vejo o futuro dele! –Alice gritou de felicidade. -Michael não consegue mais nos repelir! Ele está fugindo! -quando ela disse isso, fitei os lobos que se transformavam e minha família se preparando para correr.
-Ele é meu.  –ordenei ferozmente enquanto minhas pernas se moviam o mais rápido que pude. Eu podia sentir o cheiro dele no ar. Minha boca se encheu de veneno.
Já havia pulado a espécie de cerca e estava disparada floresta afora atrás dele, eu escutava seus passos rápidos e em pânico enquanto ele também corria. Eu acelerei mais.
Acho que nem a velocidade da luz é mais rápida. Nem Edward estava sendo mais rápido. O ódio me movia.
Carlisle e Emmett foram os únicos que permaneceram no quintal pelo que ouvi. Eles estavam machucados. Eu podia escutar minha família correndo atrás de mim, um pouco distante de onde eu estava. As pesadas patas dos lobos faziam baques surdos ecoarem na floresta sombria. Eu daria um jeito em Michael por tudo isso.
Vi o vulto do idiota na minha visão periférica, ele estava indo passar por entre duas árvores enormes que estavam caídas uma sobre a outra, formando um “x”. Então subi em uma árvore próxima e saltei dela com impulso, aterrissando meus pés bem em cima das árvores caídas em X. Saltei dessas árvores e pousei agachada na relva. Quando virei meu corpo de frente para a abertura que as duas árvores faziam, Michael freou quando me viu. Fui mais rápida que ele, e consegui encurralá-lo antes que passasse por esse estranho túnel natural. Seus olhos saltaram para fora em pânico.
Estávamos mais uma vez frente á frente. Agora sim, um jogo justo. Ele não queria isso? Justiça?
-R-Rose… E-eu não farei nada 1a vocês! –Michael blefou. -Juro! Deixe-me ir! Encontrarei Bethanny e viverei com ela.  –a mentira ecoava nos seus olhos. Seria só ele achar algum poder que superasse o de Elizza para Michael copiá-lo e nos atacar novamente.
Eu não deixaria isso acontecer. Ficamos rodando em círculos, em uma estranha dança de postura defensiva.
Com um rosnado ensurdecedor me joguei em seu corpo. Minhas mãos foram direto nas suas, fazendo seus dedos virarem . Ele gritou furioso e me chutou para longe. Sua força iria competir com a minha. Sua força de recém-criado.
Caí de pé após seu chute, e voltamos a andar em círculos. Ele deixou a retaguarda livre.
Com um salto atingi meus pés em seu peito e usei meu cotovelo para quebrar suas costelas. Michael virou o rosto e me mordeu no braço. Arranquei tufos de seu cabelo quando puxei sua cabeça para mim, tirando sua boca de minha pele e sentindo o veneno pinicar. Seu pescoço estava nos meus lábios, e enfiei meus dentes com tanta força, que escutei o estalo do osso. Ainda sim, não foi o bastante para arrancá-la. Sua mão passou por uma das minhas e meus dedos se torceram, quase se quebrando. Se ele tivesse em uma posição mais favorável, teria arrancado minha mão. Uma dor aguda me incomodou quando a torção em meus tendões se solidificou.
Falei uma série de palavras profanas enquanto me recompunha. Ele se atirou em mim e me deitou no chão, pisando em minhas costas. O som era audível das costelas partindo-se no meio. Eu conseguiria levantar?
Quem venceria essa briga?
Resolvi que colocaria um fim nisso. Eu venceria. Não deixaria Emm viver sem mim. E nem que minha família me ajudasse com Michael. Eu acabaria com a vida dele. Sozinha.
Um acesso de ódio profundo me fez puxar sua perna para fora do corpo enquanto ele ainda me chutava. Obviamente Michael se desequilibrou, caindo ao meu lado enquanto eu me levantava com as costelas doloridas.
Um grito grave e desesperado ressoou dele. Michael tentava se arrastar para longe de mim, onde poderia ter mais chances de se levantar. Sem uma perna, ele nunca fugiria. Bastardo.
Seus dentes se arreganharam para mim e ele rosnou furioso enquanto ainda arrastava seu corpo. A retaguarda novamente desprotegida. Jasper nos ensinou a atacar os recém criados pelos lados, e assim eu faria.
Joguei-me contra ele e apoiando meus pés na sua lateral, exatamente nas costelas, puxei os dois braços dele para fora, enquanto eu girava meu corpo para ficar atrás de sua cabeça. Obriguei-o a meio que se sentar, e abaixei minha boca no seu ouvido.
-Nunca mais, nunca mais, tentará acabar com minha vida! –eu sussurrei incrivelmente satisfeita e furiosa com as palavras. Senti um prazer imenso em fazer aquilo. -Se não sabe, sou Rosalie Hale. Devia ter se informado mais de meu gênio antes de se meter com minha família. Seu tolo. Se soubesse o quanto você me lembra um rapaz. E se soubesse o prazer que sinto em poder matar esse mesmo rapaz de novo. Acho que ele deve ter renascido com você. Não importa. Vão ter o mesmo fim. Saiba: você optou por esse caminho a partir do momento que tirou Emmett de mim.
Eu rosnei enquanto ele tentava impedir sua morte tirando sua cabeça de perto de minha boca. Sorri quando esmaguei sua outra perna com meus pés, em uma única e dolorosa pisada.
Mas uma onda de alívio me sucumbiu em uma alegria tão profunda, que eu achei não ser possível de existir, quando meus dentes separaram sua cabeça do tronco em um guincho metálico.
Estava acabado.
Peguei um pedaço de madeira, na verdade alguns gravetos caídos pela grama, e com força e precisão, o esfreguei contra outro pedaço. As faíscas pequeninas logo que caíram sobre a perna quebrada de Michael, deram lugar ao fogo. Realmente. Somos altamente inflamáveis. Montei uma fogueira com galhos que haviam caído e joguei o resto do corpo do otário lá, fazendo o fogo aumentar cada vez mais e a fumaça arroxeada subir pelo céu.
Gargalhei de prazer enquanto via tudo virar pó. Ninguém o mandou se meter com os Cullen. E principalmente, se meter com meu Emmett.
Meu dever estava cumprido. E o que eu devia ter feito há muito tempo atrás, foi feito agora.
De uma vez por todas.
O único pensamento que me ocorreu quando escutei os passos de minha família finalmente se aproximando, foi este:
Emmett está aqui.
Vivo.
E então foi como se minha alma tivesse recebido uma estranha iluminação em todo seu ser. Eu o teria novamente. Eu iria sair das trevas.

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